segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uma vida dedicada a Educação do resendense

Centenário da Educadora Wanda Brasil Sampaio
Dona Wanda, (primeira a esquerda de quem vê) e grupo de alunos
Casamento de Wanda Brasil em 8 de dezembro de 1932 com Lauro Sampaio.
Igreja Matriz de Resende
A educadora Wanda Brasil com alunos numa celebração de Primeira Comunhão
na Igreja Matriz de Resende
Carteira de Salvo Conduto da AMAN -
Academia Militar das Agulhas Negras

Dona Wanda Brasil Sampaio começou sua vida de educadora em uma Escola Municipal localizada no Alto dos Passos, quando muito jovem e ainda solteira. O Sr. Alfredo Sodré, rábula que ocupa lugar de destaque na história de Resende criou o cargo de Inspetora Municipal de Ensino, no início da década de 30, e nomeou Dona Wanda Brasil, que ocupou este cargo até a sua aposentadoria, já no fim da década de 50.

O exercício deste cargo sempre envolveu absolutamente a professora, que achava ser obrigação do mestre não apenas ensinar, mas , também, educar no seu sentido mais amplo, procurando sempre a formação do intelecto e do caráter dos seus alunos e apoiando o professorado de então.

Visitando as escolas da cidade e as rurais, localizadas nos então 8 distritos de Resende, algumas vezes tendo que fazer parte do trajeto em lombo de animais, recebendo e orientando professoras, preparando e comparando estatísticas para melhor avaliar e aprimorar o serviço (todas elas feitas em uma caligrafia impecável, diga-se de passagem) , organizando a primeira comunhão anual dos alunos das Escolas Municipais, preparando as exposições dos trabalhos manuais dos alunos em cada fim de ano letivo , “correndo atrás” de prefeitos e vereadores que pudessem melhorar as condições, nem sempre ideais, de escolas, professores e alunos, assim era a Inspetora de Ensino Dona Wanda.

Numa época em que pouco havia a oferecer em termos de ensino, nada escapava de sua mente arguta, que pudesse ser feito para melhorar as condições de ensino, organizando campanhas, promovendo o aprimoramento cultural do quadro docente, atenta aos problemas sociais de todos, professores, funcionários e alunos.

Pianista exímia, chegou a lecionar piano, depois de aposentada.

A sua preocupação em se doar sempre levou-a a ser, durante muitos anos, tesoureira do Asilo Nicolino Gulhot, função que ocupou até a sua morte.

Extremamente religiosa, católica de comunhão diária, foi , desde que eu me entendo por gente, tesoureira do Apostolado da Oração.

Mulher forte e doce ao mesmo tempo, desempenhou suas funções de educadora, mãe, filha, esposa e pessoa humana de tal forma que marcou a todos que conviveram com ela pela sua firmeza de caráter, doçura no trato, compreensão sem limites das falhas humanas e competência e denodo em todas as atividades que empreendeu.

Nascida em Resende RJ em 24 de julho de 1911.

Filha de José Alves Brasil e Emília da Cruz Brasil.

Casada em 8 de dezembro de 1932 com Lauro Sampaio.

Gerou um filho José Lourenço Brasil Sampaio, médico, vivendo em Brasília, DF, casado com a Prof. Helena Chaves da Graça Brasil Sampaio.

foi avó de: Glauber Brasil Sampaio, dentista, casado com a Dra. Paula Diegues Brasil

André Gustavo Brasil Sampaio, Veber Brasil Sampaio, Maria Isabel Brasil Sampaio.

bisnetos: Yuri e Luan, Vinícius e Vitória, e Maria Eduarda e Guilherme.

Faleceu em 3 de novembro de 1986 (falência miocárdio) em Resende, onde foi enterrada no cemitério Senhor dos Passos.

Fotos do acervo de José Lourenço Brasil Sampaio, filho de Wanda, trechos do texto enviado por ele para o nosso Arquivo em homenagem ao centenário desta educadora, que tanto contribuiu para a educação resendense.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Centenário de Flávio Maia - o nosso "fotógrafo do século"

No retrato o fotógrafo, ainda jovem. Flávio Maia produziu grande parte do acervo iconográfico da história de Resende, através de fotografias e pinturas em bico de pena. Neste ano de 2011, estamos comemorando o centenário de seu nascimento.

O Centenário do Fotógrafo de Resende

FLÁVIO GUERREIRO MAIA

1911 – 2011

Nascido e criado em Resende 05 de janeiro de 1911, era o 13º filho (caçula) de antiga e tradicional família resendense, pois era neto do Dr. João Maia, advogado e historiador de Resende.

Filho de Clodomiro Guerreiro Maia e Janina Maia, casado com Doelfa Ferraiolo.

...Berço de ARTISTAS e de heróis...

Frase do Hino à Resende em homenagem a tantos artistas da terra entre os quais se inclui Flávio Maia, que foi fotógrafo e por muitos anos retratou vários momentos importantes na vida de todos nós, como a tradicional foto de casamento, 1ª Comunhão, lembrança escolar e fotos familiares no seu estúdio fotográfico ali na ladeira da Rua Luiz Barreto.

Segundo Serafim Bastos o primeiro estúdio ficava numa portinha embaixo do antigo Hotel Central e, posteriormente, no número 74 da mesma rua.

Flávio aprendeu a arte da fotografia com o amigo Osório Villaça (Osorinho), que era dentista.

Informou ainda, que a técnica sobre ampliação foi da imaginação e criação do Flávio e que para copiar as fotos ele idealizou e confeccionou a máquina própria para esse fim e que ele foi o pioneiro em colorir fotos.

Faleceu em 19 de outubro de 1991.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Santa Casa de Misericórdia de Resende - 175 Anos

Santa Casa de Misericórdia de Resende

Centésimo Septuagésimo Quinto Aniversário de profícua existência

Segundo o historiador Dr. João de Azevedo Carneiro Maia, em 1829 a Câmara Municipal de Resende era presidida pelo padre Joaquim Pereira Escobar e composta pelos vereadores: Bento de Azevedo Maia, Padre José Marques da Mota, Padre Francisco do Carmo Fróes, João Lourenço Dias Guimarães, Antonio Luis Gonçalves e Comendador Fabiano Pereira Barreto.

Quando em uma de suas sessões, apreciaram a proposta, apresentada pelo Padre Fróes, para que se abrisse uma lista de subscrição popular com o objetivo de se construir uma casa de caridade para tratamento de enfermos indigentes.

Para tratar do assunto foi nomeada uma comissão em janeiro de 1830, composta de alguns vereadores e outras autoridades.

Em sessão no ano de 1835, o vereador Padre Joaquim Pereira de Escobar, sugeriu que fosse convidado o Padre Manoel Serafim dos Anjos na cidade de Areias - SP, para ficar a frente da construção. Ele desempenhou tal tarefa com sucesso na obra da Santa Casa daquela cidade. Negro e muito habilidoso se entendeu sobremaneira com os escravos, mão-de-obra do Pio Estabelecimento.

A Santa Casa de Misericórdia de Resende foi inaugurada no histórico dia 25 de julho de 1835, sendo seu primeiro provedor o Padre José Marques da Motta.

Em suas dependências esteve internado e faleceu em 1918 o poeta Luis Pistarini, autor do hino a Resende e de centenas de inspiradas poesias. Aos interessados a informações mais abrangentes sobre este assunto sugerimos o livro: A Saga da Santa Casa de Misericórdia de Resende, do Professor Cláudio Moreira Bento.

Gravura: Pintura a óleo de Geraldo Levasseur França da primitiva fachada da Santa Casa de Misericórdia de Resende; junto e ao lado, a imagem de N. S. da Piedade, a padroeira da Irmandade e do Pio Estabelecimento.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O dia em que Resende foi capital da República Federativa do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro

As festividades do aniversário de Resende, em 29 de setembro de 1928, foi revestida de grande pompa cívica e festiva. Vieram participar das festividades o Sr. Dr. Whasington Luis Pereira de Souza, então presidente da República Federativa do Brasil e o governador deste Estado, Dr. Manoel Duarte, especialmente convidados para a inauguração da Estrada Resende-Riachuelo, ligando Resende à Rodovia Rio-São Paulo.
O cel. Abílio Marcondes de Godoy era o prefeito municipal e o capitão José Gulhot presidente da Câmara de Vereadores.
A obra foi construída com grande empenho do Dr. Oliveira Botelho – Ministro da Fazenda e líder político em Resende e região. A estrada tem 28 quilômetros de extensão, por 6 metros de largura e foi executada pelo engenheiro Tácito Vianna Rodrigues.
“Ao povo – Rezende receberá no dia 29, dentro das suas fronteiras, a Pátria Brasileira concretizada na pessoa do Presidente da República: Resende acolherá no dia 29 o Estado do Rio de Janeiro, representado no seu presidente, (governador).
Resende será nesse dia glorioso a Capital do Brasil e a capital do Estado Fluminense”.
Fonte de consultas: Jornais O Resendense e A Lyra.
Nota: foi observada a grafia da época, a capital da República era a cidade do Rio de Janeiro e Niterói, capital deste Estado.
A recepção pública aos ilustres visitantes e outras autoridades foi realizada na Praça do Centenário, proferida pelo jornalista Alfredo Sodré: brilhante orador, proprietário do Jornal Tymburibá. Venerável da Loja Maçônica Lealdade e Brio, por 14 vezes vereador no cargo de presidente da Câmara Municipal de Resende, foi prefeito (interino) – 1921/22.
Elegeu-se prefeito para administrar a cidade por três anos de 1922 a 1926, mas por divergências políticas com o Governo do Estado, num ato arbitrário teve o seu mandato cassado.
Sodré entrou para a história como o primeiro prefeito eleito pelo voto e o primeiro e único a ser cassado, até os dias atuais. nascido em Niterói/RJ no dia 13 de setembro de 1865, faleceu e foi sepultado em Resende/RJ em 22 de julho de 1955.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Resendenses no Grito do Ypiranga

Quatro cidadãos nascidos e residentes no município de Resende, antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova estavam presentes no histórico e libertador “Grito do Ypiranga”, dia 7 de setembro de 1822. Foram eles: Major Antonio Ramos Cordeiro, Antonio Pereira Leite, David Gomes Jardim, João da Rocha Corrêa.

Todos eles eram membros da seleta Guarda de Honra do imperador dom Pedro I e estavam ao lado do Monarca, as margens do riacho Ypiranga – São Paulo, onde se deu este fato histórico de suma importância para o Brasil.

Com relação ao major Antonio Ramos Cordeiro, que mantinha contato direto com Vossa Majestade, ele viajou da Corte para encontrar-se com d. Pedro I e sua comitiva, junto com Paulo Bergara, oficial da Secretaria do Supremo Tribunal Militar, incubido por José Bonifácio de Andrada e Silva – o “Patriarca da Independência” – pela guarda e translado da preciosa canastra (mala), contendo a sigilosa correspondência endereçada ao imperador.

Portanto estes resendenses assistiram e participaram do histórico brado de liberdade, proferido por dom Pedro I, às margens do riacho Ypiranga, naquela tarde de sábado. A título de curiosidade V. Majestade o imperador tinha o seguinte nome: Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano e Silva. Eis o breve relato do fato histórico:

Havia de ser 4 horas da tarde, mais ou menos. Vinha o príncipe na frente. Saímos ao seu encontro e, diante da guarda, que descrevia um semicírculo, ele estacou seu animal e de espada desembainhada, bradou:

– Amigos! Estão para sempre quebrados os laços que nos ligavam ao governo português! E nos topes que nos indicam como súditos daquela nação, convido-vos a fazerdes assim. E, arrancando ao chapéu que ali trazia a fita azul e branca, a arrojou no chão, sendo nisso acompanhado por toda a guarda, que, tirando dos braços o mesmo distintivo, lhe deu igual destino.

– E viva o Brasil livre e independente!

Ao que, desembainhando também nossas espadas, respondemos:

– Viva o Brasil livre e independente!

– Viva d. Pedro, seu defensor perpétuo!

E bradou ainda o príncipe:

- Será nossa divisa de ora em diante – Independência ou Morte!

Para a honra e orgulho cívico de todos nós, os nomes destes resendenses da Guarda de Honra do Imperador, fazem parte do quadro histórico da Independência do Brasil.

Pesquisa: Claudionor Rosa e Tiago Signorini - Arquivo Histórico de Resende - RJ Fonte do relato do Grito da Independência: http://www.pindavale.com.br/historiasecausos/textos.asp?artigo=28 Quadro: Proclamação da Independência, tela de François-René Moreaux. Museu Imperial de Petrópolis/RJ.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Brasão do Município de Resende

Em setembro de 1955 foi sancionada na Câmara Municipal, presidida pela senhora Aracy Jardim Wright, a resolução de no 328, criando o brasão de armas do município conforme desenho e especificações do saudoso historiador Itamar Bopp. Cabe citar que a senhora Aracy, foi a primeira e até a presente data a única mulher a ocupar a presidência da Câmara em Resende, e que o Prefeito Municipal na época era o Dr. Geraldo da Cunha Rodrigues. Compõem o brasão: • A COROA MURAL, símbolo de Independência política do município; (escudo português) • O AZUL, representa o céu límpido; • A COROA DE OURO, colocada sobre o azul (celeste) adornada de esmeraldas, rubis e safiras, simboliza a grandeza de Nossa Senhora da Conceição; (pedras em verde, vermelho e azul) • A SERRA, representando as Agulhas Negras; (cor cinza) • O VERDE, símbolo dos campos; • A FAIXA DE PRATA, que corta o CAMPO ALEGRE, representa o rio Paraíba do Sul; • O CASTELO, símbolo da ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS - AMAN; (cor púrpura) • Os Ramos de CANA DE AÇÚCAR e de CAFÉ, os principais produtos agrícolas do município, sendo o café, nossa primeira riqueza; • No LISTEL, (branco escrito em preto) duas datas históricas: • 29/9/1801, criação da Vila de Resende e 13/7/1848, elevação da Vila à categoria de Cidade de Resende. Bandeira (estandarte) de Resende: Em julho de 1967, ainda por sugestão de Itamar Bopp, foi criada a nossa bandeira. “A Câmara Municipal de Resende, votou e eu, nos termos do artigo 3o, parágrafo 5, da Constituição Estadual, promulga a seguinte Resolução no 862. Fonte: Arquivo Histórico Municipal de Resende BOPP, Itamar – 1902 – Notas genealógicas e históricas do: bandeirante Roque Bicudo Leme, sertanista coronel Simão da Cunha Gago, vigário Felipe Teixeira Pinto, donatário Fernando Dias Paes Leme da Câmara/ Itamar Bopp. – São Paulo: I. Bopp, 1987