O Arquivo Histórico Municipal de Resende se localiza na Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda, com sede à Rua Luiz da Rocha Miranda - 117, o prédio é o antigo Paço Municipal de Resende, prédio este do século XIX, onde funcionou também a cadeia e a Câmara.
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Arquivo Histórico Municipal de Resende
Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda
Rua Luis da Rocha Miranda, 117 - Centro
Resende - RJ
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Blog desenvolvido por Tiago Signorini de Miranda.
Praça Dr. Oliveira Botelho - antigo Largo da Matriz - década de 1930
Francisco Chaves de Oliveira Botelho
*19 de Fev. 1868 - + 1 de Jun. 1943
Resendense (por adoção), Filho do casal Joaquim Antônio de Oliveira Botelho e Brasília Augusta Chaves de Oliveira Botelho. Médico, formado pela Faculdade de Medicina da Bahia. Vereador. Presidente da Câmara Municipal de Resende. Deputado. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio. Deputado Federal. Ministro da Fazenda. Governador do Estado do Rio. Casado em primeira nupcias com Julieta Ferreira de Oliveira Botelho e em segunda núpcias com Djanira Marques de Souza de Oliveira Botelho. (Praça Oliveira Botelho – Centro) a praça principal de Resende, abriga a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Cine Teatro Vitória, o centenário colégio Dr. João Maia e a Escola Santa Ângela. Passou recentemente por uma revitalização. Cenário de manifestações culturais, religiosas, carnavalescas. Foi o primitivo cemitério da cidade, até a instalação, em 27 de dezembro de 1832, do Cemitério Senhor dos Passos, no bairro Alto dos Passos.
Dona Wanda, (primeira a esquerda de quem vê) e grupo de alunos
Casamento de Wanda Brasil em 8 de dezembro de 1932 com Lauro Sampaio.
Igreja Matriz de Resende
A educadora Wanda Brasil com alunos numa celebração de Primeira Comunhão
na Igreja Matriz de Resende
Carteira de Salvo Conduto da AMAN -
Academia Militar das Agulhas Negras
Dona Wanda Brasil Sampaio começou sua vida de educadora em uma Escola Municipal localizada no Alto dos Passos, quando muito jovem e ainda solteira. O Sr. Alfredo Sodré, rábula que ocupa lugar de destaque na história de Resende criou o cargo de Inspetora Municipal de Ensino, no início da década de 30, e nomeou Dona Wanda Brasil, que ocupou este cargo até a sua aposentadoria, já no fim da década de 50.
O exercíciodeste cargo sempre envolveu absolutamente a professora, que achava ser obrigação do mestre não apenas ensinar, mas , também, educar no seu sentido mais amplo, procurando sempre a formação do intelecto e do caráter dos seus alunos e apoiando o professorado de então.
Visitando as escolas da cidade e as rurais, localizadas nos então 8 distritos de Resende, algumas vezes tendo que fazer parte do trajeto emlombo de animais, recebendo e orientando professoras, preparando e comparando estatísticas para melhor avaliar e aprimorar o serviço(todas elas feitas em uma caligrafia impecável, diga-se de passagem) , organizando a primeira comunhão anual dos alunos das Escolas Municipais, preparando as exposiçõesdos trabalhos manuais dos alunos em cada fim de ano letivo , “correndo atrás” de prefeitos e vereadores que pudessem melhorar as condições, nem sempre ideais, de escolas, professores e alunos, assim era a Inspetora de Ensino Dona Wanda.
Numa época em que pouco havia a oferecer em termos de ensino, nada escapava de sua mente arguta, que pudesse ser feito para melhorar as condições de ensino, organizando campanhas, promovendo o aprimoramento cultural do quadro docente, atenta aos problemas sociais de todos, professores, funcionários e alunos.
Pianista exímia, chegou a lecionar piano, depois de aposentada.
A sua preocupação em se doar sempre levou-a a ser, durante muitos anos, tesoureira do Asilo Nicolino Gulhot, função que ocupou até a sua morte.
Extremamente religiosa, católica de comunhão diária, foi , desde que eu me entendo por gente, tesoureira do Apostolado da Oração.
Mulher forte e doce ao mesmo tempo, desempenhou suas funções de educadora, mãe, filha, esposa e pessoa humana de tal forma que marcou a todos que conviveram com ela pela sua firmeza de caráter, doçura no trato, compreensão sem limites das falhas humanas e competência e denodo em todas as atividades que empreendeu.
Nascida em Resende RJ em 24 de julho de 1911.
Filha de José Alves Brasil e Emília da Cruz Brasil.
Casada em 8 de dezembro de 1932 com Lauro Sampaio.
Gerou um filho José Lourenço Brasil Sampaio, médico, vivendo em Brasília, DF, casado com a Prof. Helena Chaves da Graça Brasil Sampaio.
foi avó de: Glauber Brasil Sampaio, dentista,casado com a Dra. Paula Diegues Brasil
André Gustavo Brasil Sampaio, Veber Brasil Sampaio, Maria Isabel Brasil Sampaio.
bisnetos: Yuri e Luan, Vinícius e Vitória, e Maria Eduarda e Guilherme.
Faleceu em 3 de novembro de 1986 (falência miocárdio) em Resende, onde foi enterrada no cemitério Senhor dos Passos.
Fotos do acervo de José Lourenço Brasil Sampaio, filho de Wanda, trechos do texto enviado por ele para o nosso Arquivo em homenagem ao centenário desta educadora, que tanto contribuiu para a educação resendense.
No retrato o fotógrafo, ainda jovem. Flávio Maia produziu grande parte do acervo iconográfico da história de Resende, através de fotografias e pinturas em bico de pena. Neste ano de 2011, estamos comemorando o centenário de seu nascimento.
Nascido e criado em Resende 05 de janeiro de 1911, era o 13º filho (caçula) de antiga e tradicional família resendense, pois era neto do Dr. João Maia, advogado e historiador de Resende.
Filho de Clodomiro Guerreiro Maia e Janina Maia, casado com Doelfa Ferraiolo.
...Berço de ARTISTAS e de heróis...
Frase do Hino à Resende em homenagem a tantos artistas da terra entre os quais se inclui Flávio Maia, que foi fotógrafo e por muitos anos retratou vários momentos importantes na vida de todos nós, como a tradicional foto de casamento, 1ª Comunhão, lembrança escolar e fotos familiares no seu estúdio fotográfico ali na ladeira da Rua Luiz Barreto.
Segundo Serafim Bastos o primeiro estúdio ficava numa portinha embaixo do antigo Hotel Central e, posteriormente, no número 74 da mesma rua.
Flávio aprendeu a arte da fotografia com o amigo Osório Villaça (Osorinho), que era dentista.
Informou ainda, que a técnica sobre ampliação foi da imaginação e criação do Flávio e que para copiar as fotos ele idealizou e confeccionou a máquina própria para esse fim e que ele foi o pioneiro em colorir fotos.
Centésimo Septuagésimo Quinto Aniversário de profícua existência
Segundo o historiador Dr. João de Azevedo Carneiro Maia, em 1829 a Câmara Municipal de Resende era presidida pelo padre Joaquim Pereira Escobar e composta pelos vereadores: Bento de Azevedo Maia, Padre José Marques da Mota, Padre Francisco do Carmo Fróes, João Lourenço Dias Guimarães, Antonio Luis Gonçalves e Comendador Fabiano Pereira Barreto.
Quando em uma de suas sessões, apreciaram a proposta, apresentada pelo Padre Fróes, para que se abrisse uma lista de subscrição popular com o objetivo de se construir uma casa de caridade para tratamento de enfermos indigentes.
Para tratar do assunto foi nomeada uma comissão em janeiro de 1830, composta de alguns vereadores e outras autoridades.
Em sessão no ano de 1835, o vereador Padre Joaquim Pereira de Escobar, sugeriu que fosse convidado o Padre Manoel Serafim dos Anjos na cidade de Areias - SP, para ficar a frente da construção. Ele desempenhou tal tarefa com sucesso na obra da Santa Casa daquela cidade. Negro e muito habilidoso se entendeu sobremaneira com os escravos, mão-de-obra do Pio Estabelecimento.
A Santa Casa de Misericórdia de Resende foi inaugurada no histórico dia 25 de julho de 1835, sendo seu primeiro provedor o Padre José Marques da Motta.
Em suas dependências esteve internado e faleceu em 1918 o poeta Luis Pistarini, autor do hino a Resende e de centenas de inspiradas poesias. Aos interessados a informações mais abrangentes sobre este assunto sugerimos o livro: A Saga da Santa Casa de Misericórdia de Resende, do Professor Cláudio Moreira Bento.
Gravura: Pintura a óleo de Geraldo Levasseur França da primitiva fachada da Santa Casa de Misericórdia de Resende; junto e ao lado, a imagem de N. S. da Piedade, a padroeira da Irmandade e do Pio Estabelecimento.
As festividades do aniversário de Resende, em 29 de setembro de 1928, foi revestida de grande pompa cívica e festiva. Vieram participar das festividades o Sr. Dr. Whasington Luis Pereira de Souza, então presidente da República Federativa do Brasil e o governador deste Estado, Dr. Manoel Duarte, especialmente convidados para a inauguração da Estrada Resende-Riachuelo, ligando Resende à Rodovia Rio-São Paulo.
O cel. Abílio Marcondes de Godoy era o prefeito municipal e o capitão José Gulhot presidente da Câmara de Vereadores.
A obra foi construída com grande empenho do Dr. Oliveira Botelho – Ministro da Fazenda e líder político em Resende e região. A estrada tem 28 quilômetros de extensão, por 6 metros de largura e foi executada pelo engenheiro Tácito Vianna Rodrigues.
“Ao povo – Rezende receberá no dia 29, dentro das suas fronteiras, a Pátria Brasileira concretizada na pessoa do Presidente da República: Resende acolherá no dia 29 o Estado do Rio de Janeiro, representado no seu presidente, (governador).
Resende será nesse dia glorioso a Capital do Brasil e a capital do Estado Fluminense”.
Fonte de consultas: Jornais O Resendense e A Lyra.
Nota: foi observada a grafia da época, a capital da República era a cidade do Rio de Janeiro e Niterói, capital deste Estado.
A recepção pública aos ilustres visitantes e outras autoridades foi realizada na Praça do Centenário, proferida pelo jornalista Alfredo Sodré: brilhante orador, proprietário do Jornal Tymburibá. Venerável da Loja Maçônica Lealdade e Brio, por 14 vezes vereador no cargo de presidente da Câmara Municipal de Resende, foi prefeito (interino) – 1921/22.
Elegeu-se prefeito para administrar a cidade por três anos de 1922 a 1926, mas por divergências políticas com o Governo do Estado, num ato arbitrário teve o seu mandato cassado.
Sodré entrou para a história como o primeiro prefeito eleito pelo voto e o primeiro e único a ser cassado, até os dias atuais. nascido em Niterói/RJ no dia 13 de setembro de 1865, faleceu e foi sepultado em Resende/RJ em 22 de julho de 1955.
Quatro cidadãos nascidos e residentes no município de Resende, antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova estavam presentes no histórico e libertador “Grito do Ypiranga”, dia 7 de setembro de 1822. Foram eles: Major Antonio Ramos Cordeiro, Antonio Pereira Leite, David Gomes Jardim, João da Rocha Corrêa.
Todos eles eram membros da seleta Guarda de Honra do imperador dom Pedro I e estavam ao lado do Monarca, as margens do riacho Ypiranga – São Paulo, onde se deu este fato histórico de suma importância para o Brasil.
Com relação ao major Antonio Ramos Cordeiro, que mantinha contato direto com Vossa Majestade, ele viajou da Corte para encontrar-se com d. Pedro I e sua comitiva, junto com Paulo Bergara, oficial da Secretaria do Supremo Tribunal Militar, incubido por José Bonifácio de Andrada e Silva – o “Patriarca da Independência” – pela guarda e translado da preciosa canastra (mala), contendo a sigilosa correspondência endereçada ao imperador.
Portanto estes resendenses assistiram e participaram do histórico brado de liberdade, proferido por dom Pedro I, às margens do riacho Ypiranga, naquela tarde de sábado. A título de curiosidade V. Majestade o imperador tinha o seguinte nome: Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano e Silva. Eis o breve relato do fato histórico:
“Havia de ser 4 horas da tarde, mais ou menos. Vinha o príncipe na frente. Saímos ao seu encontro e, diante da guarda, que descrevia um semicírculo, ele estacou seu animal e de espada desembainhada, bradou:
– Amigos! Estão para sempre quebrados os laços que nos ligavam ao governo português! E nos topes que nos indicam como súditos daquela nação, convido-vos a fazerdes assim. E, arrancando ao chapéu que ali trazia a fita azul e branca, a arrojou no chão, sendo nisso acompanhado por toda a guarda, que, tirando dos braços o mesmo distintivo, lhe deu igual destino.
– E viva o Brasil livre e independente!
Ao que, desembainhando também nossas espadas, respondemos:
– Viva o Brasil livre e independente!
– Viva d. Pedro, seu defensor perpétuo!
E bradou ainda o príncipe:
- Será nossa divisa de ora em diante – Independência ou Morte!
Para a honra e orgulho cívico de todos nós, os nomes destes resendenses da Guarda de Honra do Imperador, fazem parte do quadro histórico da Independência do Brasil.
Pesquisa: Claudionor Rosa e Tiago Signorini - Arquivo Histórico de Resende - RJ
Fonte do relato do Grito da Independência: http://www.pindavale.com.br/historiasecausos/textos.asp?artigo=28
Quadro: Proclamação da Independência, tela de François-René Moreaux. Museu Imperial de Petrópolis/RJ.