terça-feira, 16 de junho de 2009

Corpus Christi - Festa Religiosa e Cultural ...

Como já é tradicional, nós esse ano enfeitamos a querida e histórica Praça Oliveira Botelho no Centro Histórico de Resende para a passagem da procissão de Corpus Christi, apesar do tempo chuvoso, o trabalho ficou muito bonito.
Essa festa religiosa é muito antiga, começou na Europa, no séc. XII, e foi introduzida pelos portugueses que colonizaram o Brasil.
A expressividade religiosa e popular fez o povo se manifestar produzindo esses tapetes, principalmente nas históricas ruas de Minas Gerais, hábito que se espalhou por muitas cidades do Brasil.
O material usado é quase todo reaproveitável: pó de café usado, cerragem de madeira (pó de serra), areia, tampinhas de garrafa, cascas de ovos, flores e folhagens.
Fotos: 1) Tapete da Paróquia Nossa Senhora de Fátima - bairro Paraíso - Resende - 2007
2) Tapete da Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Centro - Resende - 2009.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

13 de Maio - Dia da Abolição da Escravatura . . .

A 121 Anos, em 1888, era assinado o decreto que declarava extinta a Escravidão no Brasil. Sabemos que há um longo caminho a ser percorrido na luta pela igualdade racial. Essa frase sintetiza bem esse processo dentro da nossa história: “ A Abolição não pode ser vista como um fato final. Preferimos toma-la como uma passagem ainda não terminada, cujos reflexos são sentidos na sociedade atual.” Do livro: Insurreição Negra e Justica - OAB – Rio de Janeiro – RJ – 1987. Muitos deixaram suas marcas na história e na construção do nosso país, alguns são lembrados até demais, outros nem tanto, e outros tantos jamais. Um dos papéis do nosso blog é resgatar a memória da nossa gente, aproveitando a data hoje vou apresentar uma figura ímpar na história do nosso município de Resende: PADRE MANOEL SERAFIM DOS ANJOS "O ANJO NEGRO" Para administrar as obras da construção da Santa Casa de Misericórdia de Resende (início do século XIX). A Câmara Municipal convidou o Padre Manoel dos Anjos, residente no município paulista de Areias. Filho do casal Inácio Ferreira Coutinho e Maria Madalena de Jesus, nascido no ano de 1765, na cidade de Sorocaba, Estado de São Paulo. Humilde e convincente pregador religioso: em Resende, o padre em pouco tempo conquistou a admiração e o carinho dos moradores pobres e ricos. Negro, a população passou a chamá-lo de “Anjo Negro”, competente administrador conduziu com firmeza as obras da Santa Casa, até a sua inauguração em 1835. A partir daquele ano os registros apontam que o padre foi para a igreja de Santo Antônio da Vargem Grande, onde faleceu aos 70 anos, não há registros de onde ele foi sepultado. Curiosamente, numa pesquisa da professora Dilma Ferreira Miranda, não foram encontradas referências do padre em Vargem Grande. Os anjos certamente tem trajetória terrena diferente dos seres humanos comuns. Quem sabe o “Anjo Negro” não bateu asas e partiu para outras paragens sem deixar os rastros costumeiros. Do Padre Manoel dos Anjos, ficou o exemplo de trabalho e sobretudo de fé na trajetória histórica deste município.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Efemérides de Maio - Parte II

Clodomiro Guerreiro Maia Natural de Resende, nascido em 8 de junho de 1863. Filho de Joaquim de Azevedo Carneiro Maia e Ana Rita Guerreiro Maia. Escrivão do Registro Civil da Polícia, secretario da Prefeitura. Escrivão da Coletoria Estadual, poeta. Casado com Janina Maia, foi prefeito municipal. Faleceu em 6 de Maio de 1949.É nome de Rua (Clodomiro Maia). No Baile Quando danço contigo a um mundo alado Que rima do meu verso não descreve, Meu pensamento voa, arrebatado No doce enlevo do teu corpo leve. Giramos e no giro tresloucado Tento baixinho segredar-te em breve Mil cousas que este amor há inspirado Mas meu lábio dize-lo não se atreve. E voa o tempo, e eu nem sequer profiro Uma palavra só, que soluçando Vá contar-te nos ecos d’um suspiro... Álvaro Silva Natural de Resende, nasceu em 18 de maio de 1883. filho de Miguel Gregório de Oliveira e Silva e Maria Leopoldina da Conceição e Silva, Jornalista, fundador do jornal A Lira. Representante da Cervejaria Brahma, e Empresa de Água Mineral Caxambu. Casado com Maria da Gloria Pontes e Silva. Faleceu em 23 de dezembro de 1950. Custódio Ferreira Leite Natural de São João Del Rei – MG, nascido em 12 de maio de 1829. filho de José Leite Ribeiro e Escolástica Maria de Jesus. Barão de Ayuruoca, (decreto de 14 de Março de 1855. Fazendeiro. Doou o terreno para a construção da Santa Casa de Resende. Construiu um pavilhão no mesmo hospital. Casado com Teresa Maria Rosa de Magalhães Veloso. Faleceu em 17 de Novembro de 1859. Humberto Marassi Natural de Resende, nascido em 16 de maio de 1937. filho de Paschoino Marassi e Julia Graciano Marassi. Advogado, formado pela Faculdade de Direito Sul de Minas – Pouso Alegre. Capitão do Exército Brasileiro. Recebeu medalha militar, foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Resende, casou-se com Elyana Paz Girard Marassi. Joaquim de Azevedo Carneiro Maia Natural de Resende, nascido em 20 de maio de 1829. filho de Bento de Azevedo Maia e Dona Antonia soares Carneiro Maia. Advogado, formado pela Academia de Direito de São Paulo. Promotor Público. Juiz de Órfãos. Coletor de Rendas. Inspetor de Instrução Pública. Delegado de Polícia, Juiz Municipal, Juiz de Paz, membro da Constituinte de 1892, Deputado Estadual. Presidente da Assembléia Fluminense. Casado em primeira núpcias com Teresa Guerreiro Maia e em segunda núpcias com Ana Rita Guerreiro Maia. Faleceu em 27 de setembro de 1892.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Efemérides de Maio

Muitos são nomes de ruas, outros tem histórias notáveis, outros nem são lembrados. Um dos objetivos desse blog é resgatar a história de pessoas que contribuíram para o progresso de Resende: Vale a pena conhecer essas personalidades. Padre José Marques da Mota Natural de Minas Gerais, nascido em 27 de março de 1795. filho de Antonio Marques Pinto e D. Ana Tomas da Mota. Jornalista, fundador do Jornal O Gênio Brasileiro, nono do Brasil e primeiro de Resende, cujo maquinário foi trazido para Resende em lombo de burro. Tomou parte em todas as comissões de construções: Igreja dos Passos – Santa Casa – Cadeia – etc. Vereador. Grande vulto no desenvolvimento de nossa terra. Faleceu em 4 de maio de 1846. É Nome de Rua (Padre Marques) no Centro de Resende. João de Azevedo Carneiro Maia Natural de Resende, nascido em 21 de maio de 1820. filho de Bento de Azevedo Carneiro Maia e D. Antonia Soares Carneiro Maia. Advogado, formado pela Faculdade de Direito de São Paulo. Vereador da Câmara Municipal de Resende, deputado por São Paulo, vice presidente da Província do Rio de Janeiro, poeta, municipalista, autor dos livros O Município – Notícias Históricas e Estatísticas do Município de Resende, Lenda do Timburibá. Foi agraciado com a Ordem da Rosa. Casado em primeira núpcias com D. Antonia de Almeida Maia e em segunda núpcias com D. Luisa de Almeida Maia. Faleceu em 22 de dezembro de 1902. João Maia é nome de Rua (Dr. João Maia) e da Escola Estadual que está localizada na Praça Oliveira Botelho no Centro. Luis Murat Natural de Itaguaí, nascido em 4 de maio de 1861. filho de Tomaz Norton Murat e Antonia Pereira Barreto Murat. Advogado, formado pela Faculdade de Direito de São Paulo. Membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, poeta, autor dos livros: Quatro Poemas, Última Noite de Tiradentes e outros tantos. Foi deputado por São Paulo. Tomou parte na revolução chefiada por Custódio José de Melo no ano de 1893; promotor público de Resende. Resendense por adoção. Faleceu em 3 de julho de 1929.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Para começar o mês de Maio ... Poesia

Rosa De Maio
Composição: Custódio Mesquita e Ewaldo Ruy
Rosa de Maio
É meu desejo
Mandar-te um beijo
Nesta canção...
Rosa de Maio...
Deste poema
Tu és o tema
E a inspiração
Rosa de Maio...
Já não consigo
Guardar comigo
Tanta paixão!
Rosa de Maio
Por qualquer preço
Eu te ofereço
Meu coração!
Sucesso cantado por Orlando Silva e Carlos Galhardo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A 104 Anos atrás . . .

Naquele histórico dia 16 de abril de 1905, Domingo de Ramos, ás 15 h verdadeira multidão assistiu à inauguração da tão sonhada Ponte Metálica, sob os acordes do Hino de Resende executado pela Banda de Música Santa Cecília. A fita simbólica foi desatada pelo Dr. Nilo Peçanha e o jornalista Alfredo Sodré, orador oficial da solenidade. A ponte foi benzida pelo Cônego Bulcão, vigário da Igreja Matriz e Associação Religiosa Sagrado Coração de Jesus. A seguir foi servido o banquete com cem talheres, no Palacete Paula Ramos, Praça do Centenário, residência do Dr. José Idelfonso de Paula Ramos. À noite realiza-se requintado baile nos salões da Câmara Municipal, na época instalada no Paço Municipal. Recebeu o nome de Nilo Peçanha em homenagem ao então governador do Estado Fluminense, que veio com a sua esposa Anita Belisário e outras autoridades oficializar a inauguração, sendo recepcionados pelo deputado Dr. Oliveira Botelho, vereadores e outras autoridades. Vereadores 1904 – 1906 (triênio) – Dr. Francisco Chaves de Oliveira Botelho, Cel. Antonio Jacinto Pereira Souto, Narciso de Carvalho, Major Bento de Barros Lyra Souto Maior, Diocleciano Guimarães, João Ourique Ferreira Aguiar, Cândido de Araújo Neves, João Lopes Salgado e Antonio Menandro da Silva. Naquela ocasião festiva saudada por muitos fogos de artifício, entre outras curiosidades a menina Graciema, depois a nossa primeira vereadora em 1946, se perdeu na multidão dando um grande susto nos seus pais até ser encontrada, junto a um casal de Barra Mansa que veio para a festa. A nossa história registra entre outros batalhadores para a construção desta obra tão importante para o nosso município, os doutores Oliveira Botelho e Alfredo Whately, este amigo pessoal do Dr. Nilo Peçanha. Trajetória A partir da década de 1950, a situação ficou tranqüila com a construção de novas pontes, para onde foram transferidos os carros. Mesmo assim, e apesar da sua importância, a ponte foi muito castigada, esteve ameaçada de desabar, foi fechada em vários períodos, prejudicando sobremaneira a circulação dos pedestres e o funcionamento do comércio arrastou-se durante longos anos o lengalenga “vão consertar a Ponte Velha”, com muitas promessas, tema de palanques em sucessivas eleições. Como diria o caipira: “não sei pru modi de quê”, mas na década de 1970 foi retirada parte da ferragem, roubando-lhe preciosos e históricos metros de comprimento, pois ela estendia-se até a frente do prédio dos Correios. No final dos anos 80 anunciou-se a sua hora derradeira: o desabamento. Seguiu-se complicado processo de recuperação, com entraves administrativos e políticos. Mas graças à gritaria de algumas pessoas interessadas, com adesão de alunos e professores, a doação de camisetas pelo Jornal de Resende através dos seus diretores Antonio da Cruz Martinho e Arizio Maciel, o movimento “Viva a Ponte Viva”, criado pelo Grêmio Literário de Resende, teve um final feliz. Naquela memorável tarde do dia 27 de setembro de 1989 verdadeira multidão acompanhou junto com autoridades a reabertura da Ponte Velha, oficialmente Dr. Nilo Peçanha.
Fotomontagem de Donizatti
Fonte: ROSA. Claudionor, Folhetim Travessia - 100 Anos Ponte Velha - Resende 2005.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ponte Dr. Nilo Peçanha - 104 Anos . . .

A Contribuição do Negro
A exemplo de outras cidades o pesado trabalho braçal de nossas pontes, foi executado por escravos, geralmente sob a administração de portugueses. Obras realizadas através de subscrições, e também quando os proprietários dos escravos ofereciam-nos para o trabalho como forma de integralizar as cotas que eles subscreviam. Era comum se alugar o escravo. De certa forma outras obras locais também foram erguidas pelo mesmo sistema, com a mão de obra escrava: igrejas, santa casa, paço municipal, casa da cadeia e da câmara, estradas... A segunda ponte Até o ano de 1835, a população usava canoas e balsas para atravessar o rio, com risco de vida e outros transtornos provocados pelos altos preços cobrados pelos proprietários daquelas embarcações, serviço explorado por portugueses, festeiros, responsáveis também pela popularização do carnaval em Resende. Em março daquele ano, começou a obra da segunda ponte, que a exemplo da primeira, foi também construída através de subscrição popular, e custou 14 contos, com irrisória participação financeira do governo. O mestre de obras João Lourenço Dias Guimarães administrou a obra, inaugurada no final de 1836, medindo 198 metros de comprimento, 5,50 metros de largura, com pavimento a 6,3 metros acima do rio Paraíba. Durante cerca período cobrou-se pedágio dos usuários. Movimento da ponte em 1886 – 1a quinzena Pessoas a pé: 17.364 Cavaleiros: 1.704 Animais vazios: 528 Animais carregados: 401 Carroças: 517 Carros de bois: 156 Bois: 343 Troles: 20 Porcos: 67 Além de administrar a obra, João Lourenço Dias Guimarães, fez a arrecadação do dinheiro e do material necessário para a sua construção, e ofereceu generosamente do seu bolso significativa quantia. Vereadores da época – 1833 a 1836: Presidente Comendador Fabiano Pereira Barreto, além de Claro Rodrigues de Almeida, João Damasceno Costa, Antônio Joaquim de Godoy Bueno, Antonio Pereira Leite, Domiciano de Oliveira Arruda, Francisco Correia da Costa Nogueira.Também vítima de enchente do Rio Paraíba, foi arrastada no início do século passado, a 29 de janeiro de 1901. Na verdade, esta segunda ponte de madeira estava com o piso bastante arruinado.
Fonte: ROSA, Claudionor. Folhetim Travessia - 100 Anos da Ponte Velha -Abril 2005.
Gravura:Jean Baptist Debret (1768-1848) Serradores. 1822. Aquarela Brasil