sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Centenário de Flávio Maia - o nosso "fotógrafo do século"
O Centenário do Fotógrafo de Resende
FLÁVIO GUERREIRO MAIA
1911 – 2011
Nascido e criado em Resende 05 de janeiro de 1911, era o 13º filho (caçula) de antiga e tradicional família resendense, pois era neto do Dr. João Maia, advogado e historiador de Resende.
Filho de Clodomiro Guerreiro Maia e Janina Maia, casado com Doelfa Ferraiolo.
...Berço de ARTISTAS e de heróis...
Frase do Hino à Resende em homenagem a tantos artistas da terra entre os quais se inclui Flávio Maia, que foi fotógrafo e por muitos anos retratou vários momentos importantes na vida de todos nós, como a tradicional foto de casamento, 1ª Comunhão, lembrança escolar e fotos familiares no seu estúdio fotográfico ali na ladeira da Rua Luiz Barreto.
Segundo Serafim Bastos o primeiro estúdio ficava numa portinha embaixo do antigo Hotel Central e, posteriormente, no número 74 da mesma rua.
Flávio aprendeu a arte da fotografia com o amigo Osório Villaça (Osorinho), que era dentista.
Informou ainda, que a técnica sobre ampliação foi da imaginação e criação do Flávio e que para copiar as fotos ele idealizou e confeccionou a máquina própria para esse fim e que ele foi o pioneiro em colorir fotos.
Faleceu em 19 de outubro de 1991.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Santa Casa de Misericórdia de Resende - 175 Anos
Santa Casa de Misericórdia de Resende
Centésimo Septuagésimo Quinto Aniversário de profícua existência
Segundo o historiador Dr. João de Azevedo Carneiro Maia, em 1829 a Câmara Municipal de Resende era presidida pelo padre Joaquim Pereira Escobar e composta pelos vereadores: Bento de Azevedo Maia, Padre José Marques da Mota, Padre Francisco do Carmo Fróes, João Lourenço Dias Guimarães, Antonio Luis Gonçalves e Comendador Fabiano Pereira Barreto.
Quando em uma de suas sessões, apreciaram a proposta, apresentada pelo Padre Fróes, para que se abrisse uma lista de subscrição popular com o objetivo de se construir uma casa de caridade para tratamento de enfermos indigentes.
Para tratar do assunto foi nomeada uma comissão em janeiro de 1830, composta de alguns vereadores e outras autoridades.
Em sessão no ano de 1835, o vereador Padre Joaquim Pereira de Escobar, sugeriu que fosse convidado o Padre Manoel Serafim dos Anjos na cidade de Areias - SP, para ficar a frente da construção. Ele desempenhou tal tarefa com sucesso na obra da Santa Casa daquela cidade. Negro e muito habilidoso se entendeu sobremaneira com os escravos, mão-de-obra do Pio Estabelecimento.
A Santa Casa de Misericórdia de Resende foi inaugurada no histórico dia 25 de julho de 1835, sendo seu primeiro provedor o Padre José Marques da Motta.
Em suas dependências esteve internado e faleceu em 1918 o poeta Luis Pistarini, autor do hino a Resende e de centenas de inspiradas poesias. Aos interessados a informações mais abrangentes sobre este assunto sugerimos o livro: A Saga da Santa Casa de Misericórdia de Resende, do Professor Cláudio Moreira Bento.
Gravura: Pintura a óleo de Geraldo Levasseur França da primitiva fachada da Santa Casa de Misericórdia de Resende; junto e ao lado, a imagem de N. S. da Piedade, a padroeira da Irmandade e do Pio Estabelecimento.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O dia em que Resende foi capital da República Federativa do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Resendenses no Grito do Ypiranga
Quatro cidadãos nascidos e residentes no município de Resende, antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova estavam presentes no histórico e libertador “Grito do Ypiranga”, dia 7 de setembro de 1822. Foram eles: Major Antonio Ramos Cordeiro, Antonio Pereira Leite, David Gomes Jardim, João da Rocha Corrêa.
Todos eles eram membros da seleta Guarda de Honra do imperador dom Pedro I e estavam ao lado do Monarca, as margens do riacho Ypiranga – São Paulo, onde se deu este fato histórico de suma importância para o Brasil.
Com relação ao major Antonio Ramos Cordeiro, que mantinha contato direto com Vossa Majestade, ele viajou da Corte para encontrar-se com d. Pedro I e sua comitiva, junto com Paulo Bergara, oficial da Secretaria do Supremo Tribunal Militar, incubido por José Bonifácio de Andrada e Silva – o “Patriarca da Independência” – pela guarda e translado da preciosa canastra (mala), contendo a sigilosa correspondência endereçada ao imperador.
Portanto estes resendenses assistiram e participaram do histórico brado de liberdade, proferido por dom Pedro I, às margens do riacho Ypiranga, naquela tarde de sábado. A título de curiosidade V. Majestade o imperador tinha o seguinte nome: Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano e Silva. Eis o breve relato do fato histórico:
“Havia de ser 4 horas da tarde, mais ou menos. Vinha o príncipe na frente. Saímos ao seu encontro e, diante da guarda, que descrevia um semicírculo, ele estacou seu animal e de espada desembainhada, bradou:
– Amigos! Estão para sempre quebrados os laços que nos ligavam ao governo português! E nos topes que nos indicam como súditos daquela nação, convido-vos a fazerdes assim. E, arrancando ao chapéu que ali trazia a fita azul e branca, a arrojou no chão, sendo nisso acompanhado por toda a guarda, que, tirando dos braços o mesmo distintivo, lhe deu igual destino.
– E viva o Brasil livre e independente!
Ao que, desembainhando também nossas espadas, respondemos:
– Viva o Brasil livre e independente!
– Viva d. Pedro, seu defensor perpétuo!
E bradou ainda o príncipe:
- Será nossa divisa de ora em diante – Independência ou Morte!
Para a honra e orgulho cívico de todos nós, os nomes destes resendenses da Guarda de Honra do Imperador, fazem parte do quadro histórico da Independência do Brasil.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Brasão do Município de Resende
