sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

OS INDIOS PURIS - NOSSOS PRIMEIROS HABITANTES...

Os primeiros habitantes das proximidades de Resende, antes da chegada do homem branco, eram de baixa estatura, mas fortes e troncudos. Segundo Taunay Puri significava, em português, gente tímida e mansa. Seus cabelos eram lisos, as orelhas pequenas, o nariz largo, os olhos puxados. Eram nômades, vivendo da caça, pesca e uma agricultura primária. Tinham como costume limpar o terreno para o plantio através de queimadas, o que prejudicava a fertilidade do solo e os obrigavam a migrar de tempos em tempos, em busca de áreas virgens. A mandioca era muito utilizada pelos índios que descascavam e ralavam sua raiz com instrumentos feitos de espinhos e dentes de animais. De acordo co o folclore nacional, a lenda da mandioca era comum a várias tribos. Segundo a lenda, Mani tinha sido a índia mais bonita que já existiu, branca como o lírio. Os índios a respeitavam como um ser sobrenatural, acreditando ser um presente de Tupã. Um dia Mani ficou doente e morreu, sendo enterrada no jardim. De seu túmulo nasceu um arbusto e, a seguir, apareceu a raiz da mandioca que, segundo os índios, parecia o corpo de Mani. passaram a comer a raiz acreditando que isto lhes daria mais força para a luta, e passaram a chamar este alimento de manioca, que significa pão da terra ou carne de Mani. Os Puris viviam em constantes guerras com os Botocudos, que os expulsaram da Serra da Mantiqueira para o Vale do Paraíba, tendo se estabelecido num lugar denominado Minhocal, cerca de 30 Km de Campo Alegre. Como começassem a incomodar os primeiros moradores chegados com a bandeira de Simão da Cunha Gago, foi enviado o Sargento-Mor Joaquim Xavier Curado para resolver o problema. Houve cruentas lutas em que foram dizimados vários índios. Só um grupo, chefiado pelo cacique Mariquita, decidiu ficar no Minhocal, onde o Sargento-Mor ordenou que lhe fossem doadas terras. Criada a aldeia dos Puris em São Luiz Beltrão, depois São Vicente Férrer (atual Fumaça), esta prosperou entre 1778 e 1820, enquanto o padre Francisco Xavier de Toledo, grande protetor dos índios, dedicou-se à sua catequese. Com a sua morte os Puris ficaram desprotegidos e foram sendo aprisionados para trabalharem como escravos nas fazendas. As crianças eram batizadas com a observação: apanhadas no mato. Os Puris foram alvo de impiedoso e intencional extermínio, com o propósito de sua redução. Para tanto os conquistadores chegaram a disseminar entre eles, a varíola, co efeitos terríveis. Existiam aldeados em 1857, 133 índios entre mestiços e puros. O último descendente dos Puris, Victorino Santará faleceu em 1864. Referência Bibliográfica: Livro: Crônica dos Duzentos Anos – RESENDE 1801 –2001. ARDHIS Academia Resendense de História.

Um comentário:

  1. Lindo demais esse blog!! Muito útil, muito admirável sua atitude!!

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